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O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Ceará (CRMV-CE) alerta à população para os riscos da raiva humana, após registro de óbito pela doença. Há sete anos, o estado não tinha morte de seres humanos com a enfermidade. O caso registrado foi o de um agricultor de Cariús, de 36 anos, que foi agredido por animal contaminado em fevereiro deste ano e que só procurou atendimento no final de abril, quando apresentou início dos sintomas da doença. Após constatada a raiva humana, o município comunicou à Área Descentralizada de Saúde e ao GT Zoonoses da SESA. O então enfermo foi transferido para hospital de referência, onde foi confirmado a morte pela doença dia 04/05.

 

"O CRMV-CE lembra que a raiva humana é uma doença grave e que, na maioria dos casos, leva à morte. Por isso, previna-se. Anualmente, vacine seus cães, gatos e animais de produção. Em caso de animais silvestres ou de rua, tenha todo o cuidado. A população em geral deve evitar o contato, mesmo que animal aparente precisar de ajuda. Procure um especialista como o Médico-Veterinário ou acione o poder público para fazer o atendimento ao animal. Órgãos como corpo de bombeiros, BPMA e secretarias de proteção estão preparados para atender esse tipo de demanda ”, declarou o Presidente do CRMV-CE, Francisco Atualpa.

 

O Gestor ainda lembrou que, caso você seja profissional médico-veterinário e zootecnista que atua na linha de frente de contato com animais com riscos da enfermidade, é possível se vacinar de forma gratuita.

 

O que é raiva humana?

A raiva também é conhecida por hidrofobia e é uma doença de caráter infeccioso que é causada por um vírus do gênero Lyssavirus. Ela é capaz de comprometer gravemente o sistema nervoso central, causando grande inchaço no cérebro e, por isso, a raiva é considerada uma doença grave, com um alto nível de letalidade.

A raiva é transmitida para o ser humano principalmente por meio da saliva de animais que estejam infectados com o vírus. Se um animal mamífero, inclusive cães e gatos, estiver infectado com a raiva e morder, lamber ou arranhar um indivíduo, ele pode acabar por desenvolver a doença.

É por isso que a vacinação contra a raiva é essencial não só para cães e gatos, como também para seres humanos que tenham contato com animais de qualquer tipo e exerçam atividades de risco. A vacinação é a melhor forma de prevenir a difusão da raiva e os animais domésticos devem ser vacinados pelo menos uma vez por ano.

 

Sintomas da Raiva humana

O inchaço no cérebro e a inflamação no sistema nervoso central são as principais características da raiva e são eles que causam os sintomas da doença.

Entre os principais sintomas de raiva, podemos destacar:

– confusão mental;

– excitabilidade excessiva;

– agressividade;

– alucinações;

– espasmos musculares;

– febre;

– convulsão;

– sialorréia;

– dor onde a mordida ou lambida aconteceu;

– dificuldade de deglutição;

– náuseas;

– perda de sensibilidade em um dos lados do corpo;

– ansiedade.

 

Como é o contágio da raiva em animais?

Os principais transmissores são os animais silvestres, como morcegos, raposas e macacos (no caso do Ceará, os saguis ou soins), que contaminam cachorros, gatos e humanos de forma acidental. O contágio ocorre por meio da troca de secreções, contato sanguíneo ou mordida (saliva). Mas é importante salientar, que somente haverá a transmissão se o animal estiver contaminado com o vírus da raiva.

 

Como é o tratamento da raiva?

A raiva não tem cura e sua evolução é muito rápida. Entre o começo dos sintomas e o estado de paralisia, podem se passar apenas sete dias.

É por conta disso que, assim que um indivíduo é mordido, lambido ou arranhado por um animal (urbano ou silvestre) que não esteja vacinado contra a raiva, precisa tomar a vacina e realizar os procedimentos para impedir que o vírus entre em contato com seu sistema nervoso central, devendo ir imediatamente à Unidade de Saúde.

 

Profissionais inscritos no CRMV-CE podem se vacinar gratuitamente

A prefeitura de Fortaleza e o Governo do Estado do Ceará realizam vacinação antirrábica para profissionais que têm contato direto com animais domésticos ou selvagens no exercício de sua profissão. Procure a unidade de saúde local para maiores informações.

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